Sobre o Gradiva

Uma plataforma de gestão clínica para profissionais que trabalham por objetivos — é o motivo de ela não se chamar “fono”, “TO” nem “terapia” coisa nenhuma.

Para que serve

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e psicologia não compartilham técnica. Uma trabalha fala, outra trabalha o gesto, outra a aprendizagem. O que elas têm em comum é o caminho: avaliar com instrumento, traçar objetivos, trabalhar sessão a sessão, reavaliar no prazo e fechar o mês para emitir a nota.

Esse ciclo é a espinha do sistema. Não é um módulo entre outros — é a razão de cada tela existir:

  1. Avaliação padronizada. O instrumento aplicado, o resultado e o laudo no mesmo lugar, com a data da próxima reavaliação já marcada.
  2. Plano com objetivos. Cada objetivo é um cartão que anda entre quatro colunas: a trabalhar, em andamento, alcançado, interrompido.
  3. Atendimentos. Cada sessão registra quais objetivos trabalhou e quais atividades usou. É a mesma linha que estava agendada — a sessão e a evolução são um registro só.
  4. Reavaliação com prazo. O sistema avisa quando o prazo do instrumento vence, em vez de esperar alguém lembrar.
  5. Fechamento do mês. O que foi atendido vira o valor a cobrar e o dado para a nota fiscal.

Um sistema de agenda mostra quem vem amanhã. Um prontuário guarda o que foi escrito. O que faltava era o meio: provar evolução. Quando a família pergunta “está adiantando?”, a resposta deixa de ser impressão e passa a ser o quadro de objetivos com data.

O que o nome significa

Gradiva é latim: a que avança, a que dá passos. Vem do verbo gradior — caminhar, avançar. A forma masculina, Gradivus, é um epíteto de Marte: Mars Gradivus, aquele que marcha à frente.

O nome não cita nenhuma das especialidades, e isso é deliberado. Se citasse uma, as outras quatro leriam a plataforma como emprestada. O que elas dividem não é a técnica: é o destino de fazer alguém avançar.

Há ainda uma camada mais antiga. Gradiva é o nome dado a um baixo-relevo romano do Museu Chiaramonti, no Vaticano: uma jovem caminhando, com o pé de trás ainda em apoio. O passo suspenso — o movimento no meio, nem parado nem chegado — é o que define a peça. Sobre ela Wilhelm Jensen escreveu uma novela em 1903, e sobre a novela Freud escreveu, em 1907, seu primeiro estudo extenso de uma obra literária. Mais tarde os surrealistas adotaram a figura: André Breton batizou sua galeria de Gradiva.

Um passo no meio do movimento é exatamente o que uma criança em terapia está dando. Nem parada, nem chegada.

O que ele não faz

Dizer o que um sistema não faz poupa tempo de quem está avaliando:

  • Não é prontuário eletrônico de hospital. Não emite receita, não faz prescrição, não integra com laboratório.
  • Não é teleconsulta. Não há vídeo nem chat com o paciente.
  • Não substitui o instrumento de avaliação. Ele guarda o resultado e cobra o prazo da reaplicação; quem aplica e interpreta é você.
  • Não emite nota fiscal. Ele entrega o número fechado e o CPF de quem paga, prontos para a emissão onde você já emite.

Como os dados ficam

Cada clínica tem sua própria área isolada no banco — não um filtro numa tabela compartilhada, mas separação estrutural. Laudos e protocolos ficam fora do alcance da internet, com nome aleatório em disco. Todo acesso a prontuário fica registrado, e a profissional pode ler essa trilha na própria ficha do paciente.

Isso está detalhado na página de privacidade e LGPD, inclusive quem responde legalmente por qual dado.